Brinquedos indígenas: 14 brincadeiras e jogos mais usados

Os brinquedos indígenas são perfeitos para realizar ou inspirar jogos e brincadeiras divertidas. 

Alguns exemplos são bem conhecidos e utilizados em escolas e espaços de recreação infantil, mas nem todo mundo conhece a sua origem.

Os jogos podem ser adaptados, conforme cada público e espaço. A cultura indígena é recheada de sabedoria ancestral, de modo que as brincadeiras se tornam cheias de aprendizado e diversão. 

brinquedos indígenas para confeccionar
Foto: Território do Brincar

O mais importante dos brinquedos indígenas é a promoção de vivências divertidas e educativas. Muitas brincadeiras podem demandar estratégia, equilíbrio e conhecimento.

Até mesmo as brincadeiras que exigem força e agilidade são contextualizadas, e não permitem violência. Para todas as opções, existem regras e limites. 

Quais são os brinquedos indígenas mais conhecidos? 

Conheça algumas opções de brinquedos indígenas para experimentar e se divertir com as crianças. Alguns brinquedos são exemplos de jogos e brincadeiras maravilhosas e bastante usadas.

Aqui, os brinquedos ou as brincadeiras serão apresentadas de forma resumida e é possível buscar mais informações relacionadas à cultura indígena para melhor compreendê-las.

1 -Ta 

Com dois times formados e dispostos em fileiras, cada jogador se torna um lançador.

brinquedos indígenas fáceis de fazer
Foto: img.socioambiental.org Haroldo Palo Junior

O Ta é uma peça que gira e encosta no chão, percorrendo rapidamente o local onde se encontram os participantes da equipe adversária. O objetivo de cada time é acertar o Ta por meio de um arco e flecha.

2 – Arco e Flecha 

A inspiração desse brinquedo é um artefato usado pelos indígenas para caçar. Porém, a brincadeira com ele pode ser muito mais simples, leve e divertida.

Arco e Flecha 
Foto: Quizizz

O arco e flecha pode ser decorado com penas e pinturas, tendo um valor estético incrível para as pessoas de qualquer idade.

3 – Cabo

 Kabuletê é um instrumento indígena, no qual as crianças adoram. É um pequeno tambor preso a uma haste de madeira, com barbantes nas laterais e sementes.

As sementes geram o som da batida quando batem no couro do tambor.

4 – Peteca 

A peteca serve para pessoas de todas as idades, é jogada para o alto para ser impulsionada pelas palmas das mãos dos jogadores.

Peteca 
Foto: Eu Sem Fronteiras

É um brinquedo bem conhecido e que pode ser enfeitado com penas ou palhas.

5 – Cabo de Guerra 

O cabo de guerra é um outro jogo bem conhecido, embora muita gente não saiba a sua origem.

Cabo de Guerra 
Foto: Educação física em debate

Dois times jogam, um contra o outro, e cada time puxa a corda para lados opostos. O jogo termina quando um dos lados cede ao impulso contrário.

6 – Bilboquê 

O bilboquê é um brinquedo tradicional indígena, mas, atualmente, muitas pessoas o confeccionam de diferentes maneiras e com materiais diversos.

A brincadeira é simples, basta colocar a bola no interior da taça, através do impulso feito pelo braço que está segurando a taça.

7 – Pião 

O pião recusa apresentações, pois é um brinquedo muito conhecido. Ele gira no chão através do impulso das mãos e seu visual pode ser bem diferenciado, a depender do material.

Brincadeiras de origem indígena
Foto: Revista Pazes

8 – Campainha 

Para algumas crianças indígenas brasileiras, o zunidor serve para ouvir sons que se assemelham ao rugido de onça.

É um brinquedo confeccionado com madeira fina, possuindo um furo na ponta e sendo amarrado com barbante. Para o som sair, basta girar o brinquedo e segurar na ponta do barbante.

9 – Fazer figuras de barbante 

As crianças indígenas adoram fazer brincadeiras com o barbante, e não é por acaso que isto se popularizou.

Imagens de brinquedos indígenas
Foto: Universidade Federal do Paraná

As figuras seguem um passo a passo determinado, no qual o barbante vai se enrolando entre os dedos das mãos. Para cada figura existe uma sequência específica. 

10 – Bolinha de Gude

A bolinha de gude fez muito sucesso nas gerações passadas, mas ainda é um brinquedo indígena bastante utilizado.

O objetivo, geralmente, é conseguir obter o máximo de bolinhas, a partir de arremessos ou estratégias que seguem regras do grupo ou da dupla.

Alguns jogos e brincadeiras indígenas 

Essas brincadeiras são jogos tradicionais que recebem nomes indígenas, mas muitas vezes já são usadas e conhecidas por outros nomes e formas de brincar.

luta
Foto: Casa Ninja Amazônia

Saiba um pouco mais sobre essas vivências e veja como elas inspiram recreações para crianças e jovens.

11 – Ikindene

O ikindene é um jogo que exige muita concentração, força e resistência dos homens. É realizado entre os Kalapalo em uma cerimônia chamada Kwarup, que uni várias aldeias para um ritual.

É uma disputa entre 2 jogadores, que se preparam com pinturas no corpo, tornozeleiras, cintos e outros acessórios. E o objetivo é derrubar o adversário, porém, basta apenas encostar na perna do outro jogador que a luta já termina.

12 – Heiné Kuputisü 

Trata-se de uma “corrida”, só que pulando de um pé só e sem trocar de pé. O competidor que for mais longe ou chegar primeiro na linha de chegada, pode ser considerado o vencedor.

Para algumas crianças indígenas, todos aqueles que chegam no ponto final são ganhadores. Os que não conseguem chegar, treinam ainda mais para alcançar o objetivo.

13 – Toloi Kunhügü 

Esse jogo precisa envolver um grupo de crianças, uma delas será o “falcão” e o restante representará os “pássaros”.

A brincadeira acontece quando o falcão decide “caçar” os passarinhos, mas eles só podem ser pegos quando saem dos seus ninhos (um ponto seguro e demarcado no espaço).

brincadeiras dos indios
Foto: historiajaragua

Quando sair do ninho, o passarinho pode ser tocado pelo falcão e, se isso acontecer, a criança-pássaro é eliminada da rodada.

Na cultura indígena, as crianças criam os seus ninhos e sobem em árvores durante a brincadeira. Além disso, muitas preferem brincar na beira de um rio.

14 – Arranca mandioca 

Trata-se de uma brincadeira muito divertida, praticada, até hoje, pelos guaranis do Espírito Santo e São Paulo.

Cada participante se senta no chão, um atrás do outro. O primeiro da fila é o “dono da roça” e fica agarrado a uma árvore ou poste.

O restante das crianças entrelaça os braços na barriga da pessoa da frente e, quando todos estão firmes e agarrados uns aos outros, a brincadeira começa.

Alguém é escolhido para arrancar as crianças que representam as “mandiocas”, devendo começar pela última da fila.

Por vezes, a estratégia utilizada é fazer cócegas e, a criança que está arrancando as outras, também pode pedir ajuda de alguém que já saiu da fila.

Esse jogo e os brinquedos indígenas são maravilhosos para a infância e podem ser adaptados conforme a realidade de cada um.

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